A escavação ocorreu na ágora da cidade, uma área central que funcionou como um importante centro político, comercial e administrativo durante a antiguidade. O piso de mosaico, que mede aproximadamente 3 por 4 metros, é composto por uma combinação de padrões geométricos entrelaçados e motivos florais, destacando o nó de Salomão no centro. Os pesquisadores acreditam que esse mosaico não apenas embelezava o espaço, mas também tinha um significado profundo como símbolo de proteção e harmonia.
O nó de Salomão não é apenas uma curiosidade local; ele é reconhecido internacionalmente e tem sido encontrado em diversas culturas ao longo do tempo, incluindo vilas romanas, sinagogas e igrejas cristãs. Sua presença na arte islâmica e bizantina posterior destaca ainda mais sua importância cultural e espiritual. Os cientistas ressaltam que, nas culturas mediterrâneas, esse símbolo é frequentemente associado à ideia de neutralizar forças negativas, semelhante a amuletos de proteção.
Embora a função exata da sala ainda permaneça um mistério, os arqueólogos consideram que o lugar pode ter sido uma residência ou um espaço público, evocando reflexões sobre a vida cotidiana naquela época. A continuidade urbana de Esmirna é evidenciada pelo fato de que comunidades posteriores adaptaram e reutilizaram essas estruturas em vez de destruí-las.
Além disso, a história do mosaico revela que ele foi descoberto pela primeira vez no século XIX e foi preservado no que parece ter sido um hospital não muçulmano. Os arqueólogos planejam expandir as escavações em 2026, na esperança de revelar mais salas e detalhes arquitetônicos que possam enriquecer nosso entendimento sobre a vida em Esmirna na antiguidade. Essa descoberta não apenas ilumina o passado, mas também ressalta a rica tapeçaria cultural que continua a ser desvendada sob as ruínas da cidade.
