Arqueólogos Descobrem Mosaico Antigo com ‘Nó de Salomão’ na Turquia, Simbolizando Proteção Contra o Mau-Olhado

Na antiga cidade de Esmirna, atual Izmir, na Turquia, uma emocionante descoberta arqueológica está fazendo ondas no mundo da pesquisa histórica. Recentemente, arqueólogos desenterraram uma sala com um piso de mosaico que possui a simbólica imagem do “nó de Salomão”. Este símbolo, presente em várias culturas e religiões ao longo da história, é conhecido por ser um talismã de proteção contra a inveja, o mau-olhado e outras intenções negativas.

A escavação ocorreu na ágora da cidade, uma área central que funcionou como um importante centro político, comercial e administrativo durante a antiguidade. O piso de mosaico, que mede aproximadamente 3 por 4 metros, é composto por uma combinação de padrões geométricos entrelaçados e motivos florais, destacando o nó de Salomão no centro. Os pesquisadores acreditam que esse mosaico não apenas embelezava o espaço, mas também tinha um significado profundo como símbolo de proteção e harmonia.

O nó de Salomão não é apenas uma curiosidade local; ele é reconhecido internacionalmente e tem sido encontrado em diversas culturas ao longo do tempo, incluindo vilas romanas, sinagogas e igrejas cristãs. Sua presença na arte islâmica e bizantina posterior destaca ainda mais sua importância cultural e espiritual. Os cientistas ressaltam que, nas culturas mediterrâneas, esse símbolo é frequentemente associado à ideia de neutralizar forças negativas, semelhante a amuletos de proteção.

Embora a função exata da sala ainda permaneça um mistério, os arqueólogos consideram que o lugar pode ter sido uma residência ou um espaço público, evocando reflexões sobre a vida cotidiana naquela época. A continuidade urbana de Esmirna é evidenciada pelo fato de que comunidades posteriores adaptaram e reutilizaram essas estruturas em vez de destruí-las.

Além disso, a história do mosaico revela que ele foi descoberto pela primeira vez no século XIX e foi preservado no que parece ter sido um hospital não muçulmano. Os arqueólogos planejam expandir as escavações em 2026, na esperança de revelar mais salas e detalhes arquitetônicos que possam enriquecer nosso entendimento sobre a vida em Esmirna na antiguidade. Essa descoberta não apenas ilumina o passado, mas também ressalta a rica tapeçaria cultural que continua a ser desvendada sob as ruínas da cidade.

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