O projeto foi cuidadosamente elaborado e incluiu a colaboração de especialistas em diversas áreas, como arqueologia, antropologia física e genética. Essa equipe multidisciplinar se debruçou na documentação e análise dos restos humanos e de objetos funerários, além de realizar a restauração e reenterro dos materiais após os estudos.
Entre os achados mais significativos está o sepulcro de uma mulher de alta posição social, encontrada em um caixão de madeira armazenado em uma estrutura mais ampla. A análise dos restos revelou que ela já se encontrava em idade avançada e apresentava evidências de doenças típicas dessa fase da vida. Junto a seus vestígios, estavam sinais de vestimenta modesta e itens mais elaborados, além de oferendas compostas por plantas que possivelmente faziam parte de rituais funerários.
Outros túmulos próximos trouxeram à luz informações intrigantes, como sepulturas contendo múltiplos corpos de diferentes idades e gêneros, que sugerem uma prática de reutilização dos locais de enterramento ao longo do tempo. Exemplos incluem cabelos preservados, marcas de trauma nos ossos e até os restos de uma mulher grávida com seu feto.
Além disso, fragmentos escritos, notações musicais e indícios de lesões nos esqueletos deram pistas sobre a vida cotidiana e as condições de saúde da comunidade da época. As análises em andamento, como a pesquisa genética dos restos, devem permitir um entendimento mais profundo da estrutura social e da origem dos indivíduos enterrados no local, revelando assim, aspectos inéditos das práticas funerárias e ritualísticas medievais.
Esse trabalho evidencia a complexidade das dinâmicas sociais em um período histórico frequentemente romantizado, proporcionando uma visão mais acurada dos costumes e das interações humanas da época. Concluindo, a pesquisa representa um importante avanço na arqueologia, contribuindo para o entendimento das práticas funerárias e da estrutura comunitária da Barcelona medieval.





