Essa escavação ocorreu em um contexto de preservação, durante uma ação de salvamento ligada à construção de uma nova estrada regional. Inicialmente, os arqueólogos encontraram uma pedra cilíndrica com inscrições em latim. Contudo, a excitação aumentou quando, a seguir, surgiram várias lajes de pedra, mais antigas, carregadas de inscrições venéticas. Esse tipo de descoberta é raro e pode oferecer novas compreensões sobre as práticas religiosas e culturais da época.
As inscrições, que aparecem de forma multifacetada nos lados das pedras, revelam pedidos votivos dirigidos aos deuses, mencionando frequentemente o nome dos suplicantes. A escrita venética utiliza um alfabeto itálico do norte, semelhante ao etrusco, ligando culturalmente as civilizações que habitaram a área.
A preservação desses restos é notável; eles foram mantidos em estado protegido sob cerca de dois metros de lama, resultado de uma antiga enchente do rio Ádige, que, na época, percorria a área. Isso acabou protegendo os vestígios por cerca de 2.000 anos, evitando a deterioração que outros sítios arqueológicos podem ter sofrido. Algumas das pedras foram posteriormente reutilizadas em um pavimento datado do século I d.C., enquanto outras permanecem em suas localizações originais, apesar de terem sido deslocadas pela força da inundação.
A pesquisa está em andamento, e os especialistas estão entusiasmados com a possibilidade de definir com mais precisão as datas da construção do santuário e compreender melhor suas funções sociais e religiosas dentro da cultura venética. Esse achado não apenas enriquece o conhecimento sobre a história da região, mas também destaca a importância da preservação de sítios arqueológicos para futuras gerações.





