Os alanos, inicialmente nômades, estabeleceram um centro político robusto no norte do Cáucaso, e acredita-se que Magas tenha servido como seu coração administrativo. Historicamente, a localização da cidade estava envolta em mistério, sendo mencionada em vários textos, mas nunca encontrada, até agora.
O achado ocorreu durante a construção do gasoduto Novogrozny–Serzhen-Yurt, nas proximidades do assentamento de Mayrtup. Os arqueólogos que estão desenterrando o local descobriram um complexo que se estende por cerca de 350 hectares, tornando-se o maior assentamento medieval já descoberto na região do Cáucaso do Norte. A envergadura do sítio e a variedade de artefatos encontrados, como moedas, utensílios de cerâmica, lanças e estruturas funerárias, indicam que não se tratava apenas de um vilarejo, mas de uma cidade fortificada significativa.
Dentre os itens extraídos, destacam-se elementos de ornamentos provenientes dos complexos funerários, uma quantidade considerável de enterros e diversos utensílios que dão uma visão aprofundada da vida cotidiana na época. O líder da expedição, Vladimir Malashev, da Academia Russa de Ciências, confirmou que os achados estão alinhados com as descrições históricas de Magas, corroborando a antiga importância da cidade.
A descoberta de Magas representa um marco na arqueologia russa e promete reescrever partes da história obscura do norte do Cáucaso. Curiosamente, existe na atualidade uma cidade contemporânea também chamada Magas, que é a capital da república da Inguchétia, vizinha à Chechênia. Esta cidade moderna foi estabelecida na década de 1990 e recebeu o nome da antiga capital para simbolizar uma reaproximação com a herança cultural da região.
À medida que mais escavações e análises forem realizadas, a expectativa é que essa antiga metrópole revele ainda mais sobre o passado dinâmico do Cáucaso e de seus povos.
