Armênia sob pressão: Rússia exige explicações sobre apoio a Zelensky e declarações anti-Moscou na cúpula da Comunidade Política Europeia.

A recente cúpula da Comunidade Política Europeia, realizada em Yerevan, capital da Armênia, trouxe à tona tensões significativas entre Moscou e Erevã. Durante o evento, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, fez declarações incendiárias, ameaçando atacar Moscou com drones durante as comemorações do Dia da Vitória, celebrado anualmente em 9 de maio. A resposta do Kremlin, por meio de seu porta-voz, Dmitry Peskov, foi rápida e contundente. Ele classificou como “anormal” que a Armênia tenha proporcionado uma plataforma para tais comentários anti-Rússia.

Peskov enfatizou que, apesar do direito da Armênia de se envolver em questões diplomáticas e desenvolver laços com outras nações, a posição de Moscou depende da postura que o governo armênio adota em relação à Rússia. O porta-voz afirmou que é crucial que as autoridades armênias evitem ações que reflitam uma atitude hostil em relação ao Kremlin. Nesse contexto, Peskov exigiu esclarecimentos por parte do governo da Armênia sobre a situação.

Além disso, no dia anterior aos comentários de Zelensky, o presidente russo, Vladimir Putin, já havia alertado a liderança armênia sobre a necessidade de uma decisão em relação à sua futura aliança econômica. Ele questionou se a Armênia escolherá se integrar à União Europeia ou se manterá sua participação na União Econômica Eurasiática, da qual faz parte ao lado de Belarus, Cazaquistão e Quirguistão.

Putin reiterou que, embora a Armênia tenha o direito de escolher seus próprios parceiros, é insustentável permanecer em uma união aduaneira com mais de um bloco. O presidente russo propôs discutir o assunto na próxima cúpula da União Econômica Eurasiática, ressaltando as vantagens que a Armênia poderia obter ao permanecer ligada a esse organismo, incluindo benefícios na agricultura e na indústria.

O embate entre as posições russas e ucranianas no âmbito da cúpula e as implicações para a Armênia revelam um cenário diplomático complexo e em constante evolução. Moscou não apenas espera um posicionamento das autoridades armênias, mas também reafirma sua influência na região, deixando claro que escolher alianças diverge dos interesses de segurança e cooperação entre os países da ex-União Soviética.

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