Na disputa, dezessete partidos e duas alianças políticas estão oficialmente registrados, destacando a presença do partido Contrato Civil, liderado pelo primeiro-ministro em exercício, Nikol Pashinyan. A oposição é representada por figuras como o empresário Samvel Karapetyan e a aliança Armênia, do ex-presidente Robert Kocharyan. Além deles, destaca-se também o partido Armênia Próspera, do empresário Gagik Tsarukyan.
A agenda política da Armênia está profundamente marcada pelas relações com o Azerbaijão e a Rússia. O governo de Pashinyan tem promovido a assinatura de um tratado de paz com o Azerbaijão, o que pode incluir mudanças constitucionais significativas que visam mitigar conflitos de território. Essa abordagem tem atraído críticas da oposição, que advoga por um fortalecimento das relações com a Rússia e uma maior integração à União Econômica da Eurásia (UEE), ao mesmo tempo em que expressa preocupações sobre os riscos que a aproximação com a União Europeia poderia representar para os laços históricos com Moscou.
Este cenário eleitoral é também um reflexo de um período turbulento que a Armênia tem vivido nos últimos anos, exacerbado por tensões regionais e a necessidade de consolidar a estabilidade interna. Portanto, a escolha dos eleitores neste domingo terá repercussões significativas para o futuro do país, tanto em termos de política interna quanto externa.
Além das questões políticas, a participação dos cidadãos nas eleições pode ser vista como um termômetro da saúde democrática da Armênia. A expectativa é que uma alta taxa de comparecimento possa refletir um engajamento robusto da população nas decisões que moldarão o futuro da nação. Com o olhar do mundo voltado para este pequeno, mas estratégico país do Cáucaso, o que transparecer das urnas poderá definir a nova trajetória da Armênia nos próximos anos.





