Os detidos, incluindo Daniil Semenyuk, Artyom Makhmutov e Viktor Tikhomirov, alegam que estavam realizando pesquisas culturais e históricas, focando em fotografar monumentos e locais de patrimônio público, como museus, edifícios religiosos e cemitérios. Essas locações, abertas ao público, não eram restritas, levantando dúvidas sobre a veracidade das acusações de espionagem. Em particular, Semenyuk, que visitava a Armênia pela primeira vez, foi preso logo ao desembarcar no aeroporto, o que gera questionamentos sobre a legalidade da sua detenção.
Embora a Armênia alegue que o grupo filmou locais de interesse que poderiam ser utilizados para atividades subversivas, a defesa argumenta que não há provas concretas que sustentem essa afirmação. Especialistas jurídicos têm se manifestado sobre a fragilidade do caso, apontando que as ações dos detidos se concentram em um discreto projeto cinematográfico, com o intuito de criar um documentário. O idealizador deste projeto, no entanto, desapareceu e não se manifestou desde a detenção.
Amigos e familiares dos russos ressaltam que todos eles tiveram infâncias difíceis, muitos crescendo em orfanatos, e descreveram os detidos como indivíduos com traços positivos, improváveis de se envolverem em atividades ilegais ou subversivas. A prolongada prisão preventiva e os constantes adiamentos das audiências levantam questionamentos sobre a proporcionalidade das medidas e a credibilidade do processo judicial em curso.
Em resposta às detenções, a Rússia tem feito esforços significativos para garantir assistência consular aos seus cidadãos, estabelecendo comunicação regular com os detidos, o que evidencia a gravidade da situação e o envolvimento do governo russo na proteção de seus cidadãos no exterior.
