Argentina reconhece Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica como organização terrorista e busca justiça por ataques na década de 1990.

Em uma decisão significativa no cenário internacional, a Argentina declarou oficialmente o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) como uma organização terrorista. Este movimento, anunciado pela presidência argentina em 31 de março de 2026, marca um passo contundente na política externa do país e responde a uma longa história de ataques atribuídos ao grupo, especialmente em relação ao Hezbollah.

O presidente Javier Milei enfatizou que essa classificação é uma medida necessária para honrar a memória das vítimas de atentados que aterrorizou Buenos Aires durante a década de 1990. Entre os eventos mais notórios estão a explosão da Embaixada de Israel em 1992, que resultou na morte de 29 pessoas e deixou mais de 200 feridos, e o ataque à sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994, considerado o pior atentado terrorista em solo argentino, que causou 85 mortes e mais de 300 feridos.

Milei, ao comentar sobre a decisão, destacou a importância de restaurar a justiça para os familiares das vítimas desses ataques. Ele expressou sua esperança de que essa ação alivie uma “dívida histórica” com aqueles que sofreram as consequências da violência perpetrada por grupos extremistas. O presidente reafirmou ainda seu compromisso em combater não apenas o terrorismo, mas também o crime organizado.

Essa designação do IRGC como organização terrorista reforça a posição da Argentina em um contexto global em que a luta contra o terrorismo se torna cada vez mais urgentes. A decisão também alinha o país com outras nações que adotaram posturas semelhantes em relação ao grupo, que é amplamente acusado de envolvimento em atividades terroristas e de desestabilização em várias partes do mundo.

A medida é vista como uma declaração política que não apenas responde a um clamor interno por justiça, mas também a uma estratégia diplomática que visa fortalecer os laços com aliados que compartilham preocupações semelhantes sobre o extremismo e a segurança internacional. Resta observar como essa decisão afetará as relações da Argentina com o Irã e outros países na região, além das implicações que poderá ter para a dinâmica geopolítica na América do Sul.

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