Argentina Quitou Dívida de US$ 20 Bilhões com EUA e Consolida Aliança Econômica com Governo Milei

Na última sexta-feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou que a Argentina quitou, de forma integral, os 20 bilhões de dólares que haviam sido emprestados pelo governo americano durante a gestão de Donald Trump. Em um comunicado divulgado na rede social X, Bessent destacou a rapidez e a completude dessa quitação, a qual foi facilitada por um acordo firmado em outubro do ano passado com o novo governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei.

De acordo com informações do Banco Central da Argentina, o pagamento foi efetuado em dezembro. Este resgate financeiro, considerado polêmico, serviu para fornecer a liquidez em dólares que o governo de Milei precisava. Tal assistência foi crucial para evitar um colapso do mercado financeiro argentino antes das importantes eleições legislativas que ocorreram em outubro, nas quais o partido de Milei, o Partido Libertário, obteve uma vitória significativa, consolidando o apoio a seu programa de austeridade.

Bessent também mencionou que, após o pagamento argentino, o Fundo de Estabilização Cambial dos EUA deixou de deter pesos argentinos. Essa mudança é vista como um passo a mais na intenção dos Estados Unidos de moldar o cenário econômico da América Latina, almejando uma Argentina forte e estável. Essa estabilidade é vista como fundamental para a criação de um Hemisfério Ocidental próspero.

Luis Caputo, ministro da Economia da Argentina, expressou agradecimentos ao governo americano pela confiança depositada em sua política econômica, classificando o retorno dos fundos como uma excelente notícia. Segundo ele, isso não apenas reforça as relações bilaterais, mas também atesta a eficácia das estratégias econômicas do novo governo.

Entretanto, apesar desse avanço, as reservas cambiais argentinas permanecem em níveis preocupantes, e o país ainda enfrenta pressão considerável devido à dívida acumulada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições. O ano de 2026 promete ser desafiador para a economia argentina, à medida que se esforça para equilibrar a necessidade de crescimento com o manejo de suas obrigações financeiras.

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