O Hondius, que navegava de Ushuaia – a cidade mais austral da Argentina – em direção a Cabo Verde, teve sua viagem interrompida após os casos fatais. Durante a primeira fase da investigação, que ocorreu em Ushuaia, mais de cem roedores foram capturados e analisados. Contudo, até o momento, nenhum rato-colilargo, conhecido vetor da cepa de hantavírus envolvida, foi encontrado. Segundo Juan Petrina, diretor de Epidemiologia e Meio Ambiente da província da Terra do Fogo, aproximadamente 140 armadilhas foram instaladas, e a taxa de captura variou entre 40% e 50%. No entanto, não houve sinal da presença do roedor específico que transmite o vírus.
A cepa associada ao surto em questão é exclusiva de algumas regiões do sul da Argentina e do Chile, sendo a única que pode ser transmitida entre humanos, o que a torna particularmente preocupante para as autoridades sanitárias. O objetivo da missão científica é confirmar ou descartar a presença do hantavírus naquela área turística, conhecida como o “fim do mundo”.
Com a extensão da busca para Mendoza, as autoridades levantam a hipótese de que roedores contaminados possam ter migrado por todo o país ou até mesmo chegado ao sul a partir da referida província. A situação exige atenção redobrada, uma vez que o hantavírus é uma doença grave que pode levar a fatalidades. O esforço conjunto entre os ministérios e órgãos de saúde é crucial para controlar e entender a propagação deste agente patogênico, garantindo a segurança da população e a manutenção da saúde pública.
