No primeiro ano do governo de Javier Milei, em 2024, a inflação atinge a impressionante marca de 117,8%. Já em 2023, o país enfrentou uma turbulência extrema na economia, com uma inflação que alcançou 211,4%, um dos índices mais altos observados no século. A redução significativa na taxa de inflação de 2025 é, sem dúvida, um sinal de que as medidas adotadas no país podem estar começando a surtir efeito.
Entretanto, o mês de dezembro trouxe uma preocupação, já que a inflação mensal registrou uma alta de 2,8%. Este resultado representa o quarto aumento consecutivo em um período que costuma ser caracterizado por promoções de fim de ano e um leve desaquecimento nos preços. O número superou as expectativas do mercado, indicando que ainda há desafios a serem enfrentados na estabilidade econômica do país.
Luis Caputo, o ministro da Economia, destacou em suas redes sociais que o término de 2025 com a menor inflação em oito anos é uma conquista significativa, especialmente em um contexto de reestruturação macroeconômica e disciplina fiscal. A jornada para a estabilização da economia argentina não foi fácil, e esses índices podem ser interpretados como um sinal de esperança para um futuro mais equilibrado.
Conforme o Indec, os setores que mais contribuíram para a inflação de dezembro foram transportes e habitação, com aumentos de 4% e 3,4%, respectivamente. Adicionalmente, o grupo de alimentos e bebidas não alcoólicas, que tem um peso considerável na formação do índice, registrou uma alta de 2,5%. Destaque para o aumento do preço do churrasco, que subiu 13%, refletindo as pressões inflacionárias ainda presentes na economia.
A transição para um cenário mais estável é uma tarefa monumental, mas a Argentina parece estar traçando um caminho na direção certa. O desafio agora é manter essa trajetória e continuar a trabalhar para que a inflação não comprometa o bem-estar dos cidadãos.
