Durante sua participação na 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Milei não economizou críticas à ONU, descrevendo-a como um “leviatã de vários tentáculos” e argumentando que ela seria responsável pela propagação de ideias socialistas. Essa retórica se intensificou em sua recente fala no Fórum Econômico Mundial, onde se referiu à “ideologia woke” como um “vírus mental” que, em sua visão, tomou conta das principais instituições internacionais.
Especialistas estão preocupados com as implicações dessa decisão, que vão muito além do setor de saúde. Fabián Puratich, um médico que ocupou cargos no Ministério da Saúde da Argentina, destacou que a saída da OMS representa uma perda significativa para o país. Ele ressalta que a organização não impõe políticas, mas oferece recomendações que podem ser cruciais no enfrentamento de emergências sanitárias. Segundo Puratich, essa ação é puramente ideológica e revela que o governo argentino está colocando a saúde pública em segundo plano.
A retirada da Argentina da OMS se junta a outros movimentos que sugerem uma tendência de isolamento. O governo de Milei também estaria considerando romper com o Acordo de Paris, o que demonstra uma postura de não compromisso com questões globais urgentes, como as mudanças climáticas. Essa direção poderia aprofundar a erosão das relações com nações que historicamente apoiaram a Argentina em questões vitais, como a disputa pela soberania das Ilhas Malvinas.
À medida que a Argentina avança nessa nova trajetória política, o futuro das suas relações internacionais e a eficácia de suas políticas de saúde permanecem em questão, gerando apreensões sobre as possíveis consequências de um isolamento crescente.
