Na justificativa para essa medida drástica, o governo argentino fez um retrocesso no tempo, relembrando os ataques devastadores que marcaram os anos 90, especialmente aqueles atribuídos ao Hezbollah. O primeiro desses eventos trágicos ocorreu em 1992, quando uma explosão de carro-bomba destruiu a Embaixada de Israel em Buenos Aires, levando à morte de 29 pessoas e deixando mais de 200 feridos. No entanto, foi o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994, que se destacou como o “pior ataque terrorista em solo argentino”, resultando em 85 mortes e mais de 300 feridos. O governo argentino reconheceu que investigações judiciais e análises de inteligência revelaram que esses ataques foram cuidadosamente planejados, financiados e executados com a ajuda direta de altos funcionários do regime iraniano e agentes do IRGC.
O presidente Javier Milei, ao anunciar a decisão, expressou a esperança de que essa ação ajude a “quitar uma dívida histórica de mais de 30 anos com as famílias das vítimas”, ressaltando o compromisso de seu governo em frente ao crime organizado e ao terrorismo. A designação do IRGC como uma entidade terrorista representa um firme posicionamento da Argentina diante da necessidade de garantir segurança e justiça para os cidadãos que foram impactados pela violência dos atentados.
Esse movimento também pode ser visto como uma resposta à crescente inquietação de países da região e do mundo no combate ao terrorismo e à proteção de seus cidadãos contra ações de grupos considerados extremistas. A Argentina, ao tomar esta decisão, não só reafirma seu papel no combate a ameaças externas, mas também marca uma nova era em sua política de segurança interna.





