O intuito da administração do presidente Donald Trump é expandir os locais para onde imigrantes podem ser enviados após a deportação, incluindo países como Sudão do Sul e El Salvador. Javier Milei, o atual presidente da Argentina, tem adotado uma postura firme em relação à imigração, em parte influenciado pela relação próxima que mantém com Trump. Sob sua liderança, há uma intenção clara de endurecer as políticas migratórias, focalizando especialmente imigrantes com antecedentes criminais e exigindo documentação de saúde para viajantes.
Recentemente, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) esteve no centro de polêmicas, após a morte de dois cidadãos americanos durante operações de captura de imigrantes. Estes incidentes provocaram um aumento nas manifestações públicas contra as táticas do ICE, refletindo uma crescente insatisfação entre a população americana. Uma pesquisa recente revelou que 46% dos entrevistados são favoráveis à dissolução do ICE, evidenciando um desacordo significativo sobre a abordagem atual da imigração nos EUA.
As manifestações deste ano nas principais cidades americanas, como Nova York e San Francisco, ressaltam a resistência crescente às políticas de imigração em vigor, especialmente sob o governo Trump. Em um cenário mais amplo, as estatísticas de imigração indicam que os Estados Unidos enfrentam a maior saída líquida de migrantes em cinco décadas, o que acarreta implicações econômicas significativas.
Em 2023, cerca de 47,8 milhões de imigrantes viviam nos EUA, representando aproximadamente 14,3% da população total, conforme dados do Departamento do Censo. Esse cenário revela desafios complexos que envolvem a dinâmica da imigração e suas repercussões para a sociedade americana. A busca da Argentina por um acordo de deportação com os EUA, portanto, se desenha como uma situação multifacetada, que envolve questões de política interna, direitos humanos e relações internacionais.
