Argélia Retoma Obras do Gasoduto Transaariano em Encontro com Presidente do Níger e Almeja Fortalecer Mercado Global de Energia na África

O presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, anunciou recentemente que as obras do Gasoduto Transaariano serão retomadas. A decisão foi fruto de um encontro significativo entre ele e o líder do Níger, realizado na capital argelina, Argel. Tebboune enfatizou que as etapas práticas da construção do gasoduto terão início logo após o período do Ramadã, com a supervisão da estatal argelina Sonatrach, que é a principal empresa de petróleo e gás do país.

O Gasoduto Transaariano, com uma extensão proposta de 4.000 quilômetros, é considerado um projeto estratégico para a África no contexto global de energia. Ele terá um papel crucial ao conectar os vastos recursos gasíferos da Nigéria ao mercado internacional, passando pelo território do Níger e chegando até a Argélia. A construção dessa infraestrutura não apenas visa aumentar as receitas energéticas dos países envolvidos, como também pretende posicionar a África como um ator relevante no mercado energético mundial.

Entretanto, a trajetória do Gasoduto Transaariano não foi livre de desafios. O acordo para sua construção foi assinado em 2009, com um investimento projetado de aproximadamente 10 bilhões de dólares (o que representa cerca de 52,2 bilhões de reais). Desde então, o projeto enfrentou múltiplos adiamentos, muitos dos quais são atribuídos a questões de segurança regional e obstáculos logísticos. A instabilidade em várias áreas do Saara, bem como a necessidade de garantir a proteção das obras e do pessoal envolvido, tem sido uma preocupação constante.

A retomada das obras é vista como um passo crucial não só para a Argélia e o Níger, mas para toda a região da África Ocidental, que busca diversificar suas rotas de exportação de energia e fortalecer sua presença no cenário energético internacional. A eficácia desse projeto pode, de fato, alterar a dinâmica econômica da região, conferindo novos caminhos para o desenvolvimento e a cooperação entre os países africanos envolvidos. As próximas etapas da construção do gasoduto serão observadas com atenção, uma vez que seu sucesso poderá abrir portas para futuros empreendimentos de infraestrutura na África.

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