Após ouvir o torcedor chamá-lo de “macaco”, Nunes optou por registrar uma ocorrência na delegacia e compartilhou suas angústias nas redes sociais. “Fui chamado de MACACO, palavras que foram ouvidas claramente pela equipe de apoio e pela segurança do evento,” escreveu o árbitro, desabafando sobre a dor de ser vítima de um ataque racista. Para ele, sentar-se no campo e ouvir ofensas dessa natureza é devastador, proporcionando uma sensação de desamparo que leva à reflexão sobre a gravidade do racismo em nossa sociedade.
Ao retornar do intervalo, Nunes sinalizou para o início do protocolo antirracista, demonstrando uma postura firme contra o preconceito. A equipe de segurança do estádio rapidamente identificou o autor das ofensas, que foi retirado do local e levado à delegacia. O racismo é crime no Brasil e pode resultar em penas de reclusão de dois a cinco anos, o que ressalta a seriedade da situação.
Em resposta ao incidente, a Prefeitura de Votorantim expressou seu repúdio e comprometeu-se a acompanhar o caso, enfatizando a necessidade de combate a qualquer forma de discriminação. O clube Votoraty também se posicionou, afirmando disponibilidade para colaborar com as autoridades na investigação do ocorrido, visando garantir que os responsáveis sejam adequadamente penalizados.
Nunes, ao refletir sobre os ataques racistas que ocorrem não apenas em eventos esportivos, mas na sociedade como um todo, fez um apelo para que todos estejam atentos e ativos na luta contra o racismo, que deve ser questionado e enfrentado em todas as suas formas, a começar por cada um de nós. A mensagem é clara: o combate ao racismo é uma responsabilidade coletiva e inadiável.





