A feira de artesanato, que reuniu mulheres das comunidades do Carrasco e Pau D’Arco, e a apresentação do grupo Pérolas Negras Parfor foram algumas das principais atrações do dia. Contudo, o ponto alto do evento foi a homenagem a Carminha, uma mulher que começou sua carreira no atletismo aos 60 anos e, desde então, conquistou títulos, elevando o nome de Arapiraca em competições nacionais e internacionais. A exposição, que ficará em cartaz até o dia 24 de julho, destaca a luta e a trajetória das mulheres negras na sociedade arapiraquense, reconhecendo suas contribuições em diversos setores, como cultura, educação e política.
Durante a abertura, muitas figuras importantes estiveram presentes, incluindo líderes comunitárias e representantes das diversas esferas da sociedade. A corredora Carminha foi a grande homenageada, recebendo elogios de autoridades locais. A secretária de Políticas Públicas para a Mulher, Paula Tainá, expressou sua admiração, ressaltando o impacto que Carminha teve na vida de muitas pessoas. “Ela carrega a grandiosidade do nome de Arapiraca e faz parte da nossa história”, declarou Tainá, visivelmente emocionada.
O evento não apenas celebra as conquistas passadas, mas também faz um chamado à luta contínua por equidade e respeito. A agente de saúde Beth destacou que o “Julho das Pretas” é um momento de resistência e uma oportunidade para a transformação social, enfatizando a importância da valorização do papel das mulheres negras. “Não se limita ao mês de julho; somos protagonistas de nossas histórias durante o ano inteiro”, afirmou.
O “Julho das Pretas” não apenas promove a conscientização sobre a importância da inclusão e da luta contra o racismo, mas também celebra o orgulho e a força das mulheres negras, reforçando a necessidade de seguir adiante na busca por direitos e igualdade em todos os âmbitos da sociedade.





