As equipes de fiscalização visitaram uma série de pontos comerciais, orientando os proprietários sobre os limites legais para emissão de som e as normas específicas relacionadas ao uso de equipamentos sonoros. De acordo com Kelvin Henrique, superintendente de Fiscalização, o estado atual é preocupante: em um único espaço público, aproximadamente 15 estabelecimentos estavam simultaneamente operando com sons excessivamente altos. Essa situação gerou uma verdadeira “disputa sonora”, que compromete a convivência pacífica e a experiência de quem circula pela região.
No Brasil, a legislação específica estabelece pautas claras sobre a emissão de sons, prevendo sanções para aqueles que não as respeitam. As iniciativas de fiscalização são essenciais para assegurar que as regras sejam seguidas, promovendo um balanceamento entre o pleno funcionamento do comércio e o bem-estar da população. O excesso de ruído não apenas fere o direito dos cidadãos ao sossego — uma condição fundamental para a qualidade de vida — mas também pode provocar sérios problemas à saúde, como estresse, perda auditiva, dificuldades para dormir, ansiedade, hipertensão e até doenças cardiovasculares. Deste modo, o enfrentamento da poluição sonora tem um impacto direto na saúde e segurança da comunidade.
A ação de fiscalização é respaldada pelo promotor de Justiça Cláudio Teles e pelo comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, Carlos Alberto. Essa iniciativa faz parte de um esforço contínuo da Prefeitura de Arapiraca, especialmente em áreas com alto fluxo de pessoas e densidade comercial. O objetivo é criar um ambiente mais organizado, acessível e confortável para trabalhadores, consumidores e moradores, promovendo assim uma convivência mais harmoniosa e saudável.
