ARAPIRACA – Arapiraca Celebra Tradições Nordestinas em Exposição “Mestres da Sanfona” com Reconhecimento a Guardiões da Cultura Local e Interatividade para Visitantes

A cidade de Arapiraca viu sua história cultural ser celebrada de maneira emocionante e interativa com a abertura da exposição “Mestres da Sanfona: o fole que nos une”, realizada na terça-feira, 9 de junho. A Casa da Cultura, localizada na Praça Luiz Pereira Lima, se transforma em um espaço dinâmico até o final do mês, permitindo uma viagem pelas tradições nordestinas, especialmente aquelas ligadas ao forró.

O evento não apenas homenageou os mestres da sanfona, como Miguel Vieira e Ditinha da Sanfona, mas também promoveu um reencontro significante entre eles, simbolizando a continuidade de um legado que atravessa gerações. A interatividade foi um dos destaques da exposição, proporcionando aos visitantes a oportunidade de tocar instrumentos típicos do forró, como o triângulo e a zabumba, sob a orientação de guias capacitados. Além disso, apresentações de sanfoneiros locais abrilhantaram a noite, tornando a experiência ainda mais memorável.

Esta exposição também trouxe à tona a história de ícones da música nordestina, como Hermeto Pascoal e Afrísio Acácio. Vale ressaltar a importância dos homenageados que continuam a preservar a tradição do instrumento na região, entre eles Ditinha da Sanfona, Miguel Vieira, e outros nomes influentes como Mestre Cecílio e Zé Paulo. A secretária de Cultura, Lazer e Juventude, Mônica Nunes, expressou sua gratidão aos homenageados e ressaltou a importância de valorizar a cultura nordestina. Sua fala refletiu um sentimento de coletividade e pertencimento, destacando o esforço da administração municipal em promover a cultura local.

Ramon Dules, neto de Valdeturdes Dules, demonstrou sua emoção ao ver sua família reconhecida na exposição. Ele enfatizou a conexão da música com sua herança familiar, mostrando como a música sempre esteve presente nas suas vidas. Essa sensação de pertencimento e reconhecimento cultural foi uma constante em toda a celebração.

Por fim, a diretora da Casa da Cultura, Rejane Barros, também fez um apelo sobre a importância da diversidade cultural em Arapiraca, ressaltando que, assim como o pão, a arte e a música são essenciais para a vida. A noite ainda foi enriquecida com a poesia de Ana Clécia, que homenageou figuras da cultura local, e performances de Victor Jordão, embrenhando todos os presentes na essência da musicalidade arapiraquense. A exposição surge, portanto, não apenas como uma homenagem, mas como um chamado à preservação e celebração das tradições que moldam a identidade da comunidade.

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