Durante a abertura da apresentação da Junina Pisoteio, uma noiva emocionou o público ao afirmar: “A sanfona fala por mim, ela diz o que minha boca não consegue”. Essa declaração encapsula o espírito vibrante do evento, que valoriza e revive as tradições características desta época do ano, tão significativas para a comunidade.
Entre os destaques da festividade, o Arraiá Amigos do Alto, no bairro Alto do Cruzeiro, chamou atenção pela variedade de apresentações de quadrilhas, desde os mais jovens aos tradicionais matutos, que encantaram o público com energia contagiante e bom humor. Personalidades como o prefeito Luciano Barbosa e a secretária de Cultura, Lazer e Juventude, Mônica Nunes, prestigiaram o evento, reforçando o apoio da gestão municipal à cultura local.
O prefeito Barbosa ressaltou a importância do envolvimento das comunidades na preservação das tradições. Ele expressou seu contentamento ao ver a juventude abraçando a cultura nordestina, enfatizando que a montagem dos arraiás e seus enfeites são reflexo do amor e da dedicação dos moradores.
Na localidade de Batingas, uma encantadora cidade cenográfica foi montada, preparando o cenário para o Palhoção repleto de ornamentações detalhadas. O evento contou com performances que celebraram a comunidade e a nostalgia do forró, através da quadrilha Pisoteio, que explorou temas que remetem às tradições do forró das antigas.
As apresentações foram marcadas por coreografias impecáveis e figurinos vibrantes, que trouxeram à tona a riqueza do forró, desde suas variações românticas até o tradicional pé de serra, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil. Com entusiasmo, o puxador da quadrilha alertou: “É proibido cochilar no Arraiá da Pisoteio”, mantendo a plateia atenta e engajada.
Além das danças, o evento também foi uma vitrine da gastronomia regional, com delícias típicas como macaxeira, cuscuz e receitas inusitadas, como bolo de couve e suco de capim-limão, feitos com ingredientes provenientes da Escola de Campo do bairro, que se destaca pela educação agroecológica dos estudantes.
Assim, o São João Comunitário de Arapiraca se consolidou não apenas como uma festa, mas como um verdadeiro renascimento das tradições, unindo a comunidade em torno de suas raízes culturais e gastronômicas.
