Com a conversão de cerca de US$ 2 bilhões em empréstimos destinados à compra desses caças, as autoridades sauditas buscam uma alternativa mais econômica e eficaz do que o antigo modelo de aquisição com os Estados Unidos. A escolha do JF-17 Block 3 se justifica, pois, segundo análises recentes, este modelo apresenta custos operacionais consideravelmente menores em comparação ao F-15SA, da Boeing, que possui uma manutenção mais complexa e cara.
Os caças JF-17 Block 3 não apenas são mais acessíveis, mas também oferecem tecnologias de ponta. Eles contam com sistemas avançados de bordo que rivalizam com os da quarta geração, assim como armamentos modernos, incluindo os mísseis PL-15 e PL-10. Esses mísseis têm se provado superiores aos seus equivalentes americanos, como o AIM-120C e o AIM-9X, apresentando à Arábia Saudita uma oportunidade de modernizar e expandir suas capacidades defensivas.
É importante ressaltar que a crescente parceria militar entre a Arábia Saudita e a China ocorre em um contexto onde Pequim está estreitando laços com diversas nações do Oriente Médio, desafiando a influência tradicional dos Estados Unidos na região. A adesão saudita ao pacote de defesa da China mostra um movimento estratégico em direção a um alinhamento mais forte com potências não ocidentais.
Além disso, a China acaba de realizar com sucesso os primeiros voos do caça furtivo naval J-35, que indica uma evolução significativa em suas capacidades de defesa aérea e uma produção em massa prevista para se intensificar no futuro. A Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC) continua a ser uma força importante na fabricação de tecnologia militar, impulsionando o desenvolvimento de aeronaves que estão rapidamente se posicionando como alternativas viáveis aos sistemas ocidentais.
Neste cenário dinâmico, a Arábia Saudita parece determinada a não apenas diversificar suas fontes de armamento, mas também a se estabelecer como uma potência militar mais autônoma, capaz de responder aos desafios geopolíticos da atualidade. Essa movimentação estratégica pode, portanto, reconfigurar o equilíbrio de poder na região e alterar as expectativas de segurança no Oriente Médio.







