O processo de nomeação de Perez trouxe à tona uma quebra de protocolo diplomático, já que tradicionalmente o agrément é concedido antes do anúncio oficial do indicado. Após a indicação de Pérez em junho, as autoridades dos EUA passaram a pressionar o Brasil para uma pronta aceitação do nome, mas a resposta brasileira foi demorada, intensificando a crise. Os Estados Unidos não contam com um embaixador no Brasil desde a posse de Trump em janeiro do ano anterior, sendo Elizabeth Bagley a última a ocupar o cargo. Desde então, Gabriel Escobar, na função de encarregado de negócios, assumiu temporariamente a representação.
Pérez, em uma audiência no Senado, abordou questões críticas de segurança vinculadas à presença de organizações criminosas no Brasil, ressaltando o impacto dessas facções nas comunidades americanas. Ele destacou que o Brasil possui uma posição central no comércio e segurança do hemisfério, enfatizando a importância de parcerias resilientes e a proteção dos interesses americanos. Sua fala coincide com a recente decisão do Departamento de Estado de classificar facções brasileiras, como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital, como organizações terroristas, sublinhando a preocupação dos EUA com a influência desses grupos.
Durante a audiência, Perez se comprometeu a enfatizar a colaboração econômica, o combate ao tráfico de drogas e o fortalecimento de laços comerciais durante seu mandato. Ele reiterou que a maneira como os Estados Unidos interagem com o Brasil nos próximos anos será crucial, tanto para a segurança quanto para os interesses econômicos de ambas as nações. As futuras ações e decisões que serão tomadas nessa nova era diplomática têm potencial para moldar a trajetória das relações internacionais na América Latina.




