Com uma trajetória de uma década no UFC, Vieira acumulou um cartel de 10 vitórias e cinco derrotas. Porém, é importante observar que seus últimos combates foram contra algumas das melhores lutadoras do mundo. Entre os adversários que enfrentou estão Raquel Pennington, Kayla Harrison — considerada a atual campeã da divisão — e Norma Dumont, todas figuras de elite no ranking do peso-galo feminino. Esta última luta contra Dumont teve um toque polêmico, com muitos críticos e fãs acreditando que a vitória deveria ter sido dada a Ketlen, uma vez que o resultado foi decidido por uma contagem dividida.
A demissão de Vieira não é um caso isolado; o Brasil já havia enfrentado uma série de cortes no UFC neste ano. Apenas no último mês, quatro lutadores brasileiros foram dispensados, incluindo Antônio Trócoli, Luana Carolina, Bruna Brasil e Luan Lacerda. Isso levanta questões sobre o futuro das representações brasileiras no UFC, especialmente em um cenário em que o evento se expande globalmente.
A saída de Ketlen Vieira representa um momento de reflexão dentro do circuito de lutas, onde desempenho, estratégia e até mesmo a sorte desempenham papéis cruciais na manutenção de uma carreira profissional. Para os fãs, a expectativa agora gira em torno do que o futuro reserva para a talentosa lutadora e como ela irá reagir a essa reviravolta em sua carreira. Embora o UFC continue a ser um palco para os melhores lutadores do mundo, a pressão sobre os atletas e as exigências da organização se tornam cada vez mais severas, refletindo a alta competitividade que marca o esporte atualmente.
