Após tragédia, Rio proíbe circulação de ciclomotores e bicicletas elétricas em vias acima de 60 km/h

No contexto de uma crescente preocupação com a segurança no trânsito, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, decidiu implementar novas restrições à circulação de veículos leves, como ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes elétricos. A determinação, que foi publicada no Diário Oficial na última segunda-feira, visa aumentar a proteção dos usuários das vias urbanas, especialmente após um trágico acidente que resultou na morte de uma mãe e seu filho na Tijuca.

Emanoelle Farias, de 40 anos, e Francisco Farias Antunes, de apenas 9 anos, foram atropelados por um ônibus na Rua Conde de Bonfim, levantando alarmes sobre a necessidade urgentíssima de regulamentação para a utilização desses meios de transporte individuais. O incidente, que ocorreu em uma via de 60 km/h, gerou clamor social e levou à decisão do prefeito, que agora proíbe a circulação desses veículos em trechos onde a velocidade máxima é superior a esse limite.

De acordo com as novas regras, a circulação de ciclomotores será permitida em vias onde a velocidade máxima não ultrapasse 40 km/h, desde que os veículos permaneçam na pista de rolamento e na mão correta do tráfego. Além disso, para o uso de ciclomotores e bicicletas elétricas, é exigido que todos os usuários utilizem capacete, visando reduzir os riscos de acidentes.

Essas novas diretrizes refletem o aumento expressivo no número de bicicletas elétricas circulando pelo Brasil, que saltaram de 7,6 mil unidades em 2016 para uma previsão de 284 mil em 2024. Contudo, a regulamentação também inclui restrições adicionais: ciclomotores são proibidos em parques públicos e seu uso é vetado para menores de 18 anos.

As investigações sobre o acidente fatal revelaram contradições nas declarações do motorista do ônibus. As imagens de câmeras de segurança não corroboram sua versão de que um carro teria causado a queda das vítimas. Emanoelle faleceu no local, enquanto Francisco não sobreviveu aos ferimentos depois de ser socorrido.

Com essas medidas, a administração municipal busca não apenas organizar a circulação desses veículos, mas também promover um ambiente viário mais seguro, à medida que a popularização da micromobilidade avança nas grandes cidades.

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