APÓS PROTESTO! – Motociclistas Multados em R$ 6 Mil Após Protesto Contra Ação do DMTT em Alagoas

Na esteira de um controverso incidente envolvendo agentes do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) e motociclistas, o clima de tensão ganha novos contornos. O atrito teve início quando uma viatura do DMTT, durante uma escolta da ministra da Juventude e Modernização de Portugal, derrubou uma motociclista em um trecho da BR-104, nas proximidades da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A queda, que resultou em ferimentos para a motociclista, foi capturada em vídeo e rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando uma ampla mobilização de motociclistas.

Na manhã seguinte, um grupo expressivo de motociclistas realizou um protesto em frente à sede do DMTT. A ação, que visava expressar indignação pelo ocorrido, acabou sendo marcada por um confronto verbal entre manifestantes e agentes, culminando no uso de spray de pimenta pelos oficiais de trânsito para dispersar a multidão.

Lucas Santos, um motociclista por aplicativo e entregador autônomo, é uma das vozes que se levantam contra a resposta do DMTT. Ele relata ter sido multado em quase R$ 6 mil, uma soma que ele considera exorbitante e uma forma de retaliação. “Estamos sendo perseguidos. Uma multa desse valor é inaceitável. Criamos um grupo no WhatsApp com 22 pessoas multadas, e sabemos que há muitos outros fora do grupo”, afirma.

Santos sublinha a disparidade entre o valor da multa e a realidade econômica dos motociclistas, que na maioria das vezes são trabalhadores sem carteira assinada. “Para muitos colegas, a moto vale seis, sete mil reais. Ter que pagar uma multa dessas significa vender a ferramenta de trabalho e ainda assim ficar endividado”, desabafa.

Por sua vez, o DMTT defendeu a sua postura por meio de uma nota oficial, argumentando que a multa aplicada é conforme o estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O órgão destacou que “usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização” configura uma infração gravíssima, sujeita à penalidade multiplicada por vinte vezes no caso de participantes e agravada em sessenta vezes para os organizadores. A nota também ressaltou que tal infração pode resultar na suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

O DMTT justificou a severidade da multa argumentando que ações desse tipo causam significativos prejuízos sociais, abrangendo desde atendimentos emergenciais de saúde até a segurança pública e transporte coletivo. O órgão concluiu a nota reafirmando sua disposição para o diálogo com a comunidade, enfatizando que manifestações que prejudiquem a circulação pública são desnecessárias para agendar reuniões e discussões.

Na medida em que o impasse continua, motociclistas prometem intensificar suas ações até que suas reivindicações sejam ouvidas e a situação encontre uma resolução justa e equitativa.

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