Após feminicídio, suspeito é preso enquanto bebia e pedia dinheiro de vítimas em Goiânia

Goiânia – Um crime horrendo marcou a cidade no último final de semana, quando Lucas Alves, um homem de 26 anos, foi acusado de assassinar sua companheira, Heloísa da Cruz Pereira, de 22 anos. Após cometer o ato violento, o suspeito não hesitou em buscar uma forma de diversão e saiu para beber. Ele foi encontrado em um galpão no Jardim Petrópolis, acompanhado de um amigo, onde foi preso pela Polícia Militar. Lucas confessou que utilizou o dinheiro que conseguiu de amigos e familiares da vítima para se embriagar.

Durante a abordagem policial, o homem relatou que o crime foi uma forma de defesa. Segundo suas declarações, Heloísa o agrediu e o enforcou, levando-o a tomar medidas extremas. A delegada responsável pelo caso, Gabriela Adas, elucidou que, na noite do crime, Heloísa estava em uma choperia com amigas, e ao final da noite, Lucas foi buscá-la. No trajeto para casa, houve uma acalorada discussão, que escalou para agressões físicas de Heloísa contra o suspeito.

Ao chegarem em casa, segundo relatos, Lucas esganou a jovem até a morte. Ele não procurou assistência médica e, pela manhã, percebeu que Heloísa estava morta em seu quarto. O crime se caracteriza como feminicídio e revoltou a comunidade local. Lucas, em um ato de desumanidade, furtou o celular da vítima e começou a enviar mensagens para os amigos dela, solicitando dinheiro. Entre as mensagens, uma destacava: “Oi, tem como me mandar 100?”, demonstrando uma frieza chocante.

Além do celular, a polícia apreendeu a moto de Heloísa, que também foi usada na fuga. O caso agora está sob a investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), e a delegada enfatiza a gravidade da situação, buscando reunir todas as evidências para que a justiça seja feita.

A tragédia expõe não apenas a violência de gênero, mas também a insensibilidade de um ato desumano cometido por alguém que deveria proteger e zelar pela vida da companheira. A sociedade se pergunta até que ponto a cultura da violência irá permear as relações, e a necessidade urgente de ações para combater esse tipo de crime é mais evidente do que nunca.

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