Durante o vídeo, Apoline expressou sua admiração pela trajetória de Erika Hilton, mas não hesitou em questionar a adequação de sua escolha para liderar uma comissão que deveria, segundo ela, refletir experiências vividas por mulheres. “Há questões que nós, mulheres trans, nunca vamos sentir realmente”, afirmou Apoline, levantando um debate sobre a importância de ter representatividade verdadeira nos cargos de decisão.
Essa crítica de Apoline não é apenas um desabafo isolado, mas sim um ponto de ignição para uma discussão mais ampla sobre a necessidade de vozes autênticas dentro da política. Ela enfatizou que as pautas relativas à população trans devem ser lideradas por pessoas que vivenciam as realidades e desafios enfrentados diariamente, um argumento que aponta para a vulnerabilidade das mulheres trans no Brasil. Essa população tem enfrentado uma histórica e alarmante situação de desigualdade e discriminação, sendo muitas vezes empurrada para a marginalização.
O descontentamento de Apoline reflete uma insatisfação crescente dentro da comunidade LGBTQIA+ em relação à forma como suas demandas são tratadas. As redes sociais se transformaram em um campo de batalha onde as questões de representatividade e inclusão são discutidas em tempo real, revelando um desejo de não apenas ocupar espaços, mas de garantir que esses espaços sejam adequadamente preenchidos por aqueles que realmente conhecem e entendem as lutas que precisam ser enfrentadas.
