Atualmente, a Constituição estipula que a jornada de trabalho deve ser de até oito horas diárias, totalizando 44 horas semanais. No entanto, a PEC apresentada por Medeiros propõe uma modificação drástica, sugerindo uma carga horária de, no máximo, oito horas diárias e 36 horas semanais, distribuídas em uma semana de quatro dias de trabalho. Este modelo alternativo está sendo amplamente discutido não só nos corredores do Congresso Nacional, mas em toda a sociedade brasileira, segundo o deputado.
Medeiros criticou duramente o modelo vigente, que permite a jornada 6×1, onde muitos trabalhadores têm apenas um dia de descanso após seis dias consecutivos de trabalho. Para ele, essa sistemática assemelha-se a um regime de “escravidão moderna”, impossibilitando que os trabalhadores tenham tempo suficiente para se dedicar a atividades educacionais ou mesmo para desfrutar do convívio familiar e cuidar de sua saúde. Ele cita que em diversos países, como exemplo, o modelo de escala 4×3 é adotado sem prejuízos para as empresas, destacando que a adoção desse sistema no Brasil poderia trazer benefícios significativos à qualidade de vida dos trabalhadores.
Além dos benefícios óbvios para a saúde e bem-estar do trabalhador, Medeiros argumenta que a redução dos dias trabalhados por semana poderia gerar maior produtividade e motivação, além de reduzir o número de problemas relacionados ao estresse e ao cansaço excessivo. Ele conclama a bancada federal de Alagoas a considerar esses fatores e a importância de modernizar as práticas trabalhistas, continuando a defender que a aprovação da PEC traria não apenas justiça social, mas também um avanço necessário nas leis trabalhistas do país. A mensagem de Medeiros é clara: chegou a hora de repensar os modelos de trabalho, priorizando não apenas o aspecto econômico, mas também o humano.
