Alfredo Gaspar (União Brasil), Fábio Costa (Progressistas) e Marx Beltrão (Partido Social Democrático) foram alguns dos nomes de destaque que vieram a público defender Marçal. A mobilização dos parlamentares alagoanos nas redes sociais chamou a atenção, especialmente pela contundência das declarações. “DITADUR@ DO JUDICIÁRIO, NÃO!”, escreveu Alfredo Gaspar em uma de suas publicações, ecoando um sentimento de repúdio à decisão judicial que, segundo ele, configura uma tentativa de censura.
Alfredo Gaspar e Fábio Costa têm em comum um passado profissional ligado à segurança pública: Gaspar é ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, enquanto Fábio Costa é delegado licenciado da Polícia Civil alagoana. Ambos possuem um histórico de defesa dos chamados “cidadãos de bem”, conforme mencionado em diversas declarações públicas. No entanto, a defesa veemente de Pablo Marçal, um candidato com histórico criminal, gerou críticas e questionamentos sobre a coerência de suas posições.
Pablo Marçal, aos 18 anos, foi preso temporariamente e mais tarde condenado a quatro anos e cinco meses de prisão por furto qualificado em uma operação de 2005 que apurou desvios financeiros de contas bancárias. O caso tramitou na 11ª Vara Federal em Goiânia e, somente em 2018, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região analisou um recurso da defesa, resultando na prescrição da pena devido à demora no julgamento. A Polícia Federal relatou que Marçal colaborou nas investigações, fornecendo informações sobre outros envolvidos no esquema fraudulento. A sua principal função na quadrilha era obter listas de e-mails de possíveis vítimas e realizar a manutenção dos computadores, que eram então usados para enviar programas maliciosos destinados ao roubo de dados bancários.
No âmbito político, Marx Beltrão acumula seu próprio histórico controverso, com nove ações por improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal de Alagoas contra ele, referentes ao período em que foi prefeito de Coruripe.
Essas manifestações de apoio por parte dos deputados alagoanos colocam em evidência a polarização política e a tensão entre diferentes poderes no Brasil. O uso do termo “ditadura do judiciário” ilustra uma narrativa que busca criticar e deslegitimar decisões judiciais desfavoráveis à extrema-direita, que vê tais medidas como um cerceamento da liberdade de expressão e da atuação política. Por outro lado, críticos dessas posições alegam que a defesa de um candidato com histórico de envolvimento em crimes de natureza grave compromete a ética e a credibilidade dos apoiadores.







