A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) protocolou uma ação pedindo que o STF tome medidas de proteção às comunidades indígenas, alegando que as autoridades locais têm promovido ações de desocupação forçada de forma violenta. Segundo a Apib, a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul atua como uma verdadeira milícia privada dos fazendeiros da região.
No entanto, Zanin foi voto vencido no julgamento, realizado em plenário virtual, com um placar final de 7 a 4 contra a continuidade da ação. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, também votou contra o prosseguimento, alegando que a ação não apresentava elementos mínimos.
O posicionamento de Zanin gerou críticas de personalidades de esquerda, como o influenciador Felipe Neto, que comparou o ministro aos indicados por Jair Bolsonaro, André Mendonça e Kássio Nunes Marques. Neto afirmou que Lula colocou no STF uma pessoa com pensamento similar aos dos outros dois ministros nomeados por Bolsonaro.
A professora da FGV-Direito, Eloísa Machado, também criticou o voto de Zanin, afirmando que ele votou contra os direitos dos povos indígenas Guarani e Kaiowá. Essa postura acende um sinal de alerta em relação ao julgamento do marco temporal das terras indígenas, que será retomado em breve. O marco temporal estabelece que os indígenas só têm direito a reivindicar terras que estivessem ocupando na data da promulgação da Constituição de 1988.
A pressão sobre Zanin cresce ainda mais devido a seus votos contra a descriminalização da maconha para uso pessoal e a equiparação de ofensas à população LGBTQIA+ ao crime de injúria racial. Isso aumenta a expectativa em relação à escolha de um nome progressista para ocupar a vaga da ministra Rosa Weber, que se aposentará em outubro.
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