Esse apagão é apenas o mais recente de uma série de crises que têm afetado a rede elétrica cubana. Nos últimos 18 meses, o país sofreu sete apagões, evidenciando uma infraestrutura elétrica fragilizada. A situação é exacerbada pela dependência de usinas a diesel, que estão obsoletas, somando-se a isso o bloqueio total dos Estados Unidos ao fornecimento de combustíveis, que limita ainda mais a capacidade de geração de eletricidade.
Embora os governos de Havana e Washington tenham iniciado diálogos diplomáticos para tentar aliviar as tensões, a retórica hostil do presidente americano, Donald Trump, que manifestou desejo de “tomar” Cuba, agrava o clima de incerteza. Em resposta a esse cenário ameaçador, o governo cubano colocou suas Forças Armadas em estado de alerta, demonstrando preparo para um possível conflito militar. O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, comentou sobre a situação, afirmando que, apesar de um ataque não ser considerado provável, o país não poderia se dar ao luxo de não se preparar.
Fernández também enfatizou que Cuba não enfrenta os EUA como uma ameaça, retratando a ilha como uma nação pacífica disposta ao diálogo. Ele ressaltou a intenção do governo cubano de manter relações respeitosas e produtivas com os Estados Unidos, destacando que essa proposta é apoiada pela maioria dos americanos. A crise atual, portanto, não é apenas uma questão de energia, mas reflete um embate maior de ideias e estratégias entre duas nações com um histórico de tensões profundas.







