Anvisa aprova lenacapavir como nova estratégia de prevenção ao HIV, garantindo proteção eficaz para adolescentes e adultos em todo o Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o lenacapavir como uma opção de profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV-1, um avanço significativo nas estratégias de prevenção ao vírus no Brasil. Com essa autorização, o medicamento estará disponível para adultos e adolescentes a partir de 12 anos que pesem pelo menos 35 quilos e que apresentem um diagnóstico laboratorial negativo para o HIV.

O lenacapavir se destaca por sua forma de ação, que consiste em bloquear diferentes etapas do funcionamento do capsídeo viral, impedindo assim a replicação do HIV no organismo. O esquema de uso é inovador, começando com comprimidos orais na fase inicial, seguido por aplicações subcutâneas a cada seis meses. Essa estratégia demonstra promise significativa em comparação ao regime de profilaxia oral diária, com estudos clínicos mostrando uma proteção completa entre grupos de mulheres cisgênero e uma eficácia até 89% superior a opções atualmente disponíveis. Além disso, o lenacapavir reduz a probabilidade de falhas no tratamento, que são frequentemente associadas à interrupção do uso de medicamentos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o lenacapavir como uma importante alternativa preventiva, classificando-o como uma das opções mais eficazes disponíveis, especialmente após o avanço no desenvolvimento de vacinas. O medicamento já havia sido aprovado por reguladores dos Estados Unidos e da União Europeia, o que valida sua segurança e eficácia.

Entretanto, a comercialização do lenacapavir no Brasil ainda está sujeita à definição de um preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. A inclusão deste medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pelo Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias. Além das suas aplicações na prevenção, o lenacapavir também foi aprovado para tratar pacientes que apresentam resistência a múltiplas terapias antirretrovirais, ampliando assim seu papel nas políticas de combate ao HIV no país e oferecendo uma nova esperança para muitos.

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