ANTT gasta R$ 772 mil em viagens internacionais para diretores em 2024, em meio a restrições orçamentárias. Presidente embolsou R$ 90 mil em diárias.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi alvo de críticas após revelações sobre os gastos exorbitantes de R$ 772.131,20 em diárias e passagens para seus cinco diretores viajarem para fora do país em 2024. Essa despesa aconteceu em meio a um ano de restrições orçamentárias e bloqueio de R$ 93 milhões do orçamento da ANTT pelo governo, que alertou para o risco do funcionamento da autarquia.

De acordo com levantamento da coluna em dados do Portal da Transparência e do Painel de Viagens, a ANTT foi a segunda agência que mais gastou com viagens internacionais de seus diretores, ficando atrás apenas da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O presidente da ANTT, Rafael Vitale, liderou o grupo com uma estadia de 45 dias fora do país, custando R$ 134,5 mil aos cofres públicos. Suas viagens incluíram destinos como Hong Kong, China, Londres, Nova York, Estados Unidos, Guarda em Portugal, e Montevidéu no Uruguai, sendo que R$ 90 mil referem-se a diárias embolsadas por ele.

Já o diretor da ANTT que mais gastou com viagens internacionais em 2024 foi Felipe Fernando Queiroz, totalizando 65 dias e um custo de R$ 217,3 mil, incluindo a participação em workshops no exterior. Ele recebeu R$ 132,4 mil em diárias.

Em meio às críticas, a ANTT se pronunciou, assegurando que todos os investimentos são planejados com responsabilidade fiscal e em conformidade com o orçamento público. A agência ressaltou que as viagens para o exterior têm o objetivo de capacitar o corpo técnico em colaboração com entidades internacionais do setor de transportes terrestres, contribuindo para avanços regulatórios e jurídicos no Brasil.

Além disso, a ANTT explicou que parte das viagens está ligada ao desenvolvimento do Programa de Experiência Técnica Internacional (Peti), promovendo o intercâmbio de informações e contatos com especialistas. No entanto, os altos custos das viagens em um período de contenção de despesas geram questionamentos sobre a gestão de recursos da agência.

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