Pesquisadores utilizaram uma combinação de técnicas modernas, incluindo magnetometria, radar de penetração no solo e análise de imagens de satélite. Essas metodologias permitiram identificar características até então desconhecidas do subsolo, mudando a percepção sobre a função original de Iskandar Tepa. Os resultados incluem a descoberta de uma vala defensiva de 400 metros de comprimento, que circundava aproximadamente 1,2 hectare da área. Essa vala, com largura variando de 4 a 7 metros e profundidade de cerca de 1 metro, indica uma função claramente militar, possivelmente complementada por uma paliçada de madeira.
Essas estruturas apresentam um padrão incomum, distinto dos típicos assentamentos da região, sugerindo que o local pode ter abrigado um acampamento temporário de tropas. As escavações também trouxeram à tona mais de 90 fossos subterrâneos que, segundo evidências, podem ter sido utilizados como sepulturas, revelando que a área foi posteriormente convertida em um cemitério.
Além disso, os restos de jarros de cerâmica usados para armazenamento e a presença de um sistema de irrigação controlado, com água proveniente de vários quilômetros de distância, indicam uma organização complexa interna no acampamento. As recentes análises de moedas e outros artefatos datam o local para o período helenístico, corroborando a tese de que ele faz parte de uma rede militar mais ampla.
Essas descobertas ressaltam a importância de técnicas modernas de sensoriamento remoto na arqueologia, que podem revelar características ocultas em sítios históricos, possibilitando uma nova interpretação sobre a ocupação e a vida cotidiana em áreas estratégicas da antiguidade.
