Esse clima tumultuado é um reflexo da crise de 2025, quando mais de 4 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo ficaram sem energia durante os prolongados apagões. Este episódio alarmou tanto a sociedade quanto os reguladores, levando à criação de um novo marco legal pelo Congresso, que agora precisa ser implementado conforme as novas diretrizes com foco em eficiência e regularidade no fornecimento.
Gentil Sá, diretor da Aneel, enfatizou a necessidade de um novo modelo de concessões, mais alinhado às expectativas do consumidor. De acordo com ele, os contratos recentemente renovados visam não apenas a eficiência, mas também a modicidade tarifária, refletindo uma mudança nas exigências dos serviços prestados. O foco, segundo Sá, deve ser a centralidade do consumidor e suas experiências, com a implementação de tarifas horárias, maior abertura de mercado e a possibilidade de geração distribuída.
A Aneel sublinha que as iniciativas da Enel para melhorar o serviço foram consideradas insuficientes, levando à instauração do processo de caducidade por descumprimento de obrigações. A distribuidora, por sua vez, contestou a validade do procedimento, afirmando que fatores climáticos extremos e a vasta extensão do território afetaram seus indicadores de continuidade.
A necessidade de regulamentação mais rigorosa é clara e, para a Aneel, a eficácia das novas regras será essencial. O acompanhamento e a fiscalização mais efetiva poderão assegurar que os consumidores ganhem um serviço de energia elétrica mais confiável e, em última instância, uma relação de confiança restaurada entre a empresa distribuidora e o órgão regulador, fundamentais para o futuro da infraestrutura elétrica no Brasil.





