A pequena galáxia M32, vizinha de Andrômeda e situada a apenas 16 mil anos-luz de distância, é considerada uma forte candidata a responsável por essa desaceleração. Embora a hipótese ainda demande verificações mais aprofundadas, os pesquisadores sugerem que a interação gravitacional entre as duas galáxias pode estar contribuindo para a redução na formação estelar. O lado da galáxia que mais sofreu a queda coincide com a direção onde M32 está localizada, indicando uma possível relação entre os dois corpos celestes.
Os dados fornecidos pelo Hubble são impressionantes. A equipe de cientistas compilou informações sobre cerca de 200 milhões de estrelas em Andrômeda, cobrindo aproximadamente dois terços da galáxia. Historicamente, Andrômeda era um local vibrante para a formação estelar, produzindo anualmente novas estrelas que somavam uma massa equivalente à do Sol. Contudo, há 40 milhões de anos, este ritmo caiu para cerca da metade e, nas últimas épocas, a taxa diminuiu ainda mais, chegando a apenas um quinto do que era no passado.
Os astrônomos notam que essa mudança não é um evento isolado, mas parte de um ciclo de evolução galáctica que possivelmente inclui uma explosão de formação estelar há cerca de dois bilhões de anos, seguida de um declínio gradual. O estudo atual é um passo importante para preencher lacunas no entendimento da evolução de galáxias próximas e como interações entre elas moldam suas características atuais.
Com o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman previsto para o fim de agosto, espera-se que novas observações e dados ajudem a esclarecer ainda mais essa dinâmica e o histórico de formação estelar em Andrômeda, abrindo espaço para novas descobertas no campo da astrofísica.




