Anbima seleciona 20 propostas para projeto-piloto de tokenização no mercado financeiro; testes começam e visam aprimorar ativos digitais em seis meses.

Nesta quarta-feira, 29 de abril, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, conhecida como Anbima, revelou as 20 propostas que foram escolhidas para a etapa de testes de seu projeto-piloto focado na tokenização de ativos. Lançada em outubro de 2025, a iniciativa gerou grande interesse, culminando em um total de 39 propostas recebidas, conforme destacou a entidade.

As propostas selecionadas envolvem a colaboração de mais de 50 instituições, que incluem bancos, gestoras de recursos e empresas de tecnologia. O foco será a aplicação prática da tokenização em debêntures e fundos de investimento. Durante a fase de testes, que ocorrerá em um ambiente controlado – sem movimentação de recursos reais e sem a participação de investidores –, serão acompanhadas todas as etapas do ciclo de vida dos ativos, que vão desde a estruturação e emissão até a liquidação e eventos corporativos.

Eric Altafim, diretor da Anbima, ressaltou que esta fase de testes é essencial para avaliar soluções na prática, mapear possíveis gargalos operacionais e estabelecer referências comuns que possam impulsionar o desenvolvimento da tokenização no mercado de capitais. O processo está previsto para durar aproximadamente seis meses e envolverá uma troca estruturada entre os participantes, além do registro de desafios e aprendizados.

O projeto é coordenado pela Rede Anbima de Inovação, que tem como objetivo conectar o mercado financeiro à comunidade de inovação. Para assegurar uma governança eficaz, a iniciativa conta com quatro níveis de supervisão, abrangendo um comitê técnico e de negócios, um grupo de trabalho, um comitê gestor e um comitê de acompanhamento. Este esforço conjunto reúne a Anbima, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Durante essa fase de experimentação, será utilizado um sistema de tecnologia de registros distribuídos (DLT), e todo o conhecimento gerado será partilhado com o setor, visando preparar os agentes do mercado para a adoção dessa nova tecnologia e subsidiar futuras discussões relevantes.

As propostas selecionadas e seus respectivos consórcios demonstram uma variedade de abordagens para a tokenização em diferentes contextos, como a integração de fluxos e eventos ao longo do ciclo de vida dos ativos em debêntures e fundos. O projeto promete não apenas inovar, mas também trazer mais eficiência e transparência para operações financeiras, um passo significativo em direção ao futuro do mercado de capitais no Brasil.

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