Anápolis Registra Primeiro Caso de Febre Oropouche e Levanta Alerta sobre Prevenção em Goiás

Anápolis Registra Primeiro Caso de Febre Oropouche e Acende Sinal de Alerta nas Autoridades de Saúde

A cidade de Anápolis, em Goiás, acaba de registrar o primeiro caso de febre Oropouche, uma doença viral transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, popularmente conhecido como mosquito-polvora. O paciente, um homem adulto residente na região, apresentou sintomas como febre, tontura e dores musculares, levando-o a procurar atendimento médico. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), ele já está recuperado. A confirmação da doença gerou preocupações sobre a sua transmissão e a importância de medidas preventivas.

A febre Oropouche, além de seus sintomas debilitantes como dor de cabeça e febre, tem uma característica peculiar: os sintomas podem reaparecer em até 60% dos casos, mesmo após um período de aparente melhora. Essa recaída ocorre entre uma a duas semanas após o início da infecção, complicando o manejo da doença. Atualmente, o Brasil registrou cerca de 12 mil casos da febre Oropouche em 2025, com cinco óbitos confirmados e outros dois em investigação.

Expertos em saúde pública reforçam a necessidade de vigilância e prevenção, especialmente em regiões onde a doença foi confirmada. Embora o Distrito Federal não tenha registrado casos até agora, a Secretaria de Saúde local alerta para a importância de eliminar criadouros de insetos e proteger-se contra picadas. Medidas como o uso de roupas de mangas longas e repelentes são recomendadas, embora a eficácia dos repelentes contra o maruim ainda não tenha sido comprovada.

Além disso, a SES-DF tem intensificado a fiscalização de possíveis casos de arboviroses, incluindo a febre Oropouche. A subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, destacou que a população deve manter-se vigilante sobre os criadouros de mosquitos e seguir as orientações de proteção em suas residências. O foco está na eliminação de materiais orgânicos, como folhas e restos de alimentos, que podem servir de abrigo para os insetos.

A febre Oropouche, descoberta na década de 1950 na região do rio Oropouche, em Trinidad, deve ser tratada com seriedade, dado seu potencial de transmissão e os desafios associados ao seu controle. Embora não haja tratamento específico, o manejo dos sintomas pode ser crucial para quem é infectado. As autoridades de saúde seguem monitorando a situação e orientando a população sobre medidas adequadas de prevenção e combate à doença.

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