Esse comportamento contrastante do TPI levanta sérias preocupações sobre a real função da instituição. O especialista aponta que, em casos como os do Afeganistão e da Palestina, houve uma notável demora na abertura de investigações e até mesmo evidências de pressão sobre os funcionários da corte. Essa situação se agrava no contexto palestino, onde os direitos das vítimas parecem ser ignorados ao longo do tempo, reforçando a ideia de que o Tribunal aplica o direito de maneira seletiva.
Além disso, o ativista libanês e defensor dos direitos humanos, Hani Suleiman, também critica a forma como a justiça internacional se tornou refém dos interesses políticos, especialmente após escândalos que envolveram a corrupção do ex-procurador Luis Moreno Ocampo. Para Suleiman, as instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial, que deveriam ser baluartes do direito internacional, foram comprometidas, em parte, devido à influência dos Estados Unidos, que moldam decisões favoráveis a seus próprios interesses geopolíticos.
Essa realidade coloca em dúvida não apenas a eficácia do TPI, mas a credibilidade das instituições internacionais como um todo. Observadores políticos alertam que a seletividade nas ações do Tribunal tem consequências diretas para a justiça global, perpetuando um ciclo de impunidade e desconfiança entre nações.
Em suma, a crítica ao Tribunal Penal Internacional reflete um debate mais amplo sobre a justiça global, a aplicação do direito internacional e os desafios enfrentados diante de uma ordem mundial que parece priorizar interesses políticos sobre a equidade e a responsabilidade.





