Enquanto as forças russas implementam uma estratégia de combate que combina operações terrestres e aéreas, os EUA, segundo Ritter, enfrentam dificuldades na sua abordagem no Oriente Médio, onde a operação contra o Irã é predominantemente aérea e carece de um componente terrestre eficaz. Essa diferença fundamental entre os dois conflitos, segundo o analista, reflete não apenas táticas distintas, mas também a efetividade das tecnologias utilizadas por cada lado. Ele enfatiza que, apesar de ambas as campanhas utilizarem as mesmas tecnologias, o uso de drones, por exemplo, tem uma eficácia diferente de acordo com o contexto do conflito.
O especialista observa que, com o tempo, surgiram questionamentos sobre a superioridade da tecnologia militar dos EUA em relação à da Rússia, apontando que os resultados atuais não corroboram essa ideia de superioridade. Para ele, a Rússia tem conseguido neutralizar as armas ocidentais com uma eficácia que expõe as fraquezas do arsenal americano.
O cenário no Irã continua a evoluir, com trocas de ataques regulares entre o país e Israel, que busca impedir o avanço nuclear iraniano. As ameaças dos EUA de destruir o potencial militar iraniano e a insistência de Teerã em se defender sem buscar negociações demonstram um impasse que se agrava.
Portanto, a análise de Ritter sugere um repensar das estratégias e capacidades militares dos EUA, à luz das experiências na Ucrânia e no Oriente Médio. Neste contexto, ele conclui que comparar os dois conflitos pode ser tão improdutivo quanto cotejar “maçãs e laranjas”. A realidade atual nas arenas de batalha implica um reexame urgente da eficácia das políticas de defesa e militar dos Estados Unidos.






