Rectenwald enfatiza que, para que um acordo seja possível, é fundamental que os EUA apresentem condições que não apenas abordem suas próprias preocupações, mas que também respeitem as necessidades de segurança do Irã. Segundo ele, se Washington continuar a exigir concessões unilaterais, a estratégia de espera se tornará cada vez mais atraente para o governo iraniano. A necessidade de proteger suas “linhas vermelhas” é um fator crucial que pode influenciar a disposição de Teerã em aceitar acordos que pareçam desvantajosos.
Além disso, o especialista alerta que, mesmo que um entendimento seja alcançado, é provável que ele se mostre “mais restrito e frágil” do que muitos otimismo sugere. Este acordo, por sua vez, refletiria mais a tentativa de equilíbrio entre as partes do que um ajuste real nas políticas estratégicas dos EUA e do Irã. Neste sentido, a capacidade norte-americana de obter resultados diplomáticos parece atrelada a fracassos anteriores no campo militar.
Outro ponto crucial levantado por Rectenwald é a resiliência do Irã em suportar uma guerra econômica prolongada. Segundo ele, essa resistência superou as expectativas de muitos analistas, com a influência norte-americana demonstrando-se limitada e em declínio. A ambição de Washington de provocar um colapso político em Teerã ainda parece distante.
Este fortalecimento da resiliência econômica iraniana é atribuído, em grande parte, às suas novas parcerias comerciais com países como China e Rússia, além de uma sólida mobilização interna. Assim, fica claro que a capacidade do Irã de adaptar-se e resistir tem sido um fator central neste embate, complexificando ainda mais as negociações futuras.





