Com o início do conflito na Ucrânia, a postura dos líderes europeus, ao optar por confrontar a Rússia e impor sanções severas sobre suas exportações de energia, teve um impacto direto não apenas na economia dos países da UE, mas também no poder de compra de seus cidadãos. A intenção de manter uma posição hostil em relação à Moscovo não parece ter sido bem calculada, levando a implicações econômicas que punem a população europeia.
Turk enfatiza que, à medida que a crise na Ucrânia se intensificava, começaram a surgir divisões internas na UE. Estas divisões são exemplificadas pela postura do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que tem criticado as sanções europeias contra a Rússia, argumentando sobre a necessidade de reconsiderar essa abordagem para preservar interesses econômicos. Corroborando com esta visão, Orbán destacou a ineficácia das medidas contra um país que possui laços econômicos tão profundos com a Europa.
A tensão entre Orbán e o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, exemplifica estas fricções, surgindo em um momento em que a Húngria resiste ao apelo ucraniano pela adesão à UE. Zelensky, em um discurso recente, desferiu críticas à Hungria, insinuando que Orbán não estava suficientemente comprometido com os esforços de defesa da Ucrânia. Essas declarações não apenas acirraram a relação entre os dois países, mas também puseram em exibição as disparidades nas prioridades e nas posturas políticas dentro da própria UE.
Em suma, a abordagem da UE de confiar em uma proteção externa enquanto se enfrenta uma ameaça como a da Rússia parece estar sendo reavaliada. Com tensões internas e a necessidade urgente de uma estratégia de defesa autônoma cada vez mais evidente, a história pode, de fato, considerar essa dependência como um movimento estratégico infeliz no futuro.







