O professor da Universidade de Massachusetts sugere que a verdadeira ameaça à posição dos EUA se manifesta em situações como a do Estreito de Ormuz, onde o Irã, sob controle do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), tem reafirmado sua soberania ao atacar petroleiros que tentam transitar sem autorização. Essa dinâmica revela a vulnerabilidade dos Estados Unidos, que mesmo em situações críticas, encontram dificuldades em manter o controle e a influência na região.
Wolff salienta que, em um mundo cada vez mais multipolar, a tentativa dos EUA de agir como “policiais globais” é não apenas insustentável, mas contraproducente. Os esforços para controlar cada canto do planeta tornaram-se um fardo, e os Estados Unidos estão aprendendo, da maneira mais difícil, que até nações menos desenvolvidas podem se opor a suas tentativas de domínio.
O analista desencadeia um argumento provocativo ao afirmar que a imagem dos EUA como um “elefante incapaz de se mover rapidamente” reflete a sua perda de agilidade e proatividade nas interações internacionais. Nesse cenário, a Rússia e a China não estão necessariamente engajadas em um esforço agressivo contra os EUA, mas sim concentradas em outras prioridades e relações, particularmente no caso da China, que tem demonstrado uma posição conciliatória com o Irã ao tentar facilitar a reabertura do Estreito de Ormuz.
Por fim, à medida que os EUA se veem pressionados a adaptar suas estratégias e repensar suas alianças, os comentários de Wolff refletem um apelo à reavaliação das prioridades no campo da diplomacia e da segurança internacional. A natureza das ameaças à hegemonia americana é complexa e multifacetada, exigindo uma abordagem que vá além da simples dicotomia amigo-inimigo.





