A Wamos Air, com sede em Madri, se destaca por não ser uma companhia tradicional de aviação. Em vez disso, é especializada na prática de wet leasing, que envolve a disponibilização de aeronaves, tripulação, manutenção e seguro aos seus contratantes. Recentemente adquirida pelo Grupo Abra, que também controla a Gol e a Avianca, a Wamos Air se torna fundamental para os planos de expansão internacional da Gol, que atualmente não possui jatos de longo alcance em sua frota. O primeiro voo da nova parceria está agendado para decolar de Madri em 6 de julho, com destino ao Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A aeronave utilizada será um A330-200, que comporta 280 passageiros, distribuídos entre classe executiva e econômica, e permitirá à Gol iniciar suas operações em rotas internacionais, como a que liga Rio de Janeiro a Nova York.
A entrada da Air Peace no cenário aéreo brasileiro traz uma proposta inovadora e de grande relevância, dado seu perfil como uma das maiores companhias privadas da Nigéria. Desde sua fundação em 2013, a empresa se estabeleceu como peça-chave no transporte aéreo na África, conectando diversas cidades por meio de voos domésticos e para o Oriente Médio. A nova rota proposta entre Lagos e São Paulo promete reduzir significativamente o tempo de viagem entre os dois países, passando de quase dois dias, com várias escalas, para cerca de sete horas de voo direto.
A autorização da ANAC foi fruto de um trabalho diplomático que envolveu a assinatura de um Acordo Bilateral de Serviços Aéreos (BASA) entre Brasil e Nigéria, em benefício da cooperação e fortalecimento dos laços entre as nações. Embora a previsão inicial fosse que os voos começassem entre outubro e dezembro de 2025, a Air Peace aguarda a chegada de novas aeronaves para dar início às operações.
Além de estabelecer conexões entre Brasil e Nigéria, a Air Peace está em um ambicioso ciclo de expansão internacional, com planos de abrir rotas para cidades como Toronto, Nova York, Manchester, Jeddah e Guangzhou, além de novos destinos na África. Esses desenvolvimentos não só prometem diversificar as opções de voos disponíveis para os passageiros, mas também evidenciam um movimento estratégico no fortalecimento das relações aéreas e comerciais entre o Brasil e o resto do mundo.





