Anac aperta o cerco contra os Correios após explosão em avião: descumprimento de proibição está sob investigação.

No início de novembro, o Aeroporto de Guarulhos (SP) foi palco de um incidente que chamou a atenção de autoridades e da população em geral. Um avião carregado com mercadorias dos Correios pegou fogo, causando grande preocupação e levando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a tomar medidas enérgicas.

Após a explosão, a Anac decidiu intensificar a fiscalização sobre a empresa responsável pelo transporte da carga, além de enviar um ofício com a proibição de envio de malas postais contendo conteúdo sigiloso. A agência está investigando se os Correios desrespeitaram as normas de segurança e transportaram “artigos perigosos” de forma irregular.

De acordo com informações obtidas, os Correios estariam transportando, de forma clandestina, material contendo lítio, o que vai contra as regulamentações da Anac, que proíbe esse tipo de carga desde 2016. A autorização para tal transporte teria sido assinada pelo presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos, que posteriormente revogou a permissão cinco dias após o incidente no aeroporto.

Diante desse cenário, o deputado Evair de Melo (PP-ES) cobrou explicações do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, sobre o caso. A proibição de envio de malas postais com conteúdo sigiloso terá início no próximo mês e só será revogada quando os Correios demonstrarem uma plena conformidade com o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil.

Esse episódio levanta questões sobre a segurança no transporte de cargas e a responsabilidade das empresas em cumprir as normas estabelecidas para garantir a integridade das operações aéreas. A Anac está atenta e atuando para evitar situações semelhantes no futuro, visando a segurança de todos os envolvidos no transporte aéreo de mercadorias.

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