Segundo amiga, cerca de 300 pessoas compareceram ao ato. Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, está internado em estado grave, porém estável.

Amigos do estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, agredido pelo capitão da PM Augusto Sampaio, durante um protesto, em Goiânia, fizeram uma vigília no pátio do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde ele está internado. De acordo com a unidade de saúde ele sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE) e múltiplas fraturas. O estado de saúde dele é grave, porém estável.
O intuito é fazer uma corrente pela recuperação do rapaz. Entre as pessoas que queimaram velas em nome de Mateus na noite de terça-feira (2), estavam, além de amigos, outros estudantes e professores da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde ele cursa ciências sociais.
Uma amiga de Mateus, que preferiu não se identificar, disse ao G1 que cerca de 300 pessoas participaram do ato. “Fomos dar apoio e solidariedade para ele e para a família. Foram muitas pessoas, inclusive algumas que nem o conheciam. Ele teve uma melhora, graças a Deus, e vai se recuperar logo”, afirmou.
De acordo com o boletim médico divulgado 9h desta quarta-feira (3), Mateus evolui com melhora clínica, estável na parte respiratória e com pressão normal. Ele está com sedação mínima e corre baixo risco de morrer. Não há programação para nova sessão de hemodiálise e os exames de sangue estão normais. Também não há previsão de novos procedimentos cirúrgicos.
No boletim divulgado na tarde de terça-feira, o hospital informou que o paciente não corria risco de morrer.
O estudante foi agredido durante protesto em Goiânia contra as reformas trabalhista e da previdência, no último dia 28 de abril. Na ocasião, mascarados entraram em confronto com policiais militares, momento em que o estudante foi atingido e ficou caído no chão. O capitão saiu correndo. Já o rapaz recebeu os primeiros socorros de outros manifestantes.
03/05/2017





