O incidente começou quando o turista foi abordado por Geovani, que ofereceu uma caipirinha pelo preço de R$ 40. Após a transação realizada com um cartão de crédito, o estrangeiro foi surpreendido ao perceber que sua conta tinha sido cobrada em impressionantes R$ 8.500. Além desse valor exorbitante, ele também encontrou outras três tentativas de cobrança que foram rejeitadas, totalizando mais de R$ 34 mil. A situação revela uma estratégia audaciosa que levanta preocupações sobre a segurança financeira dos turistas que visitam a cidade.
Os policiais conseguiram identificar o acusado rapidamente, uma vez que tinham em mãos as características fornecidas pela vítima. Geovani, que já possuía antecedentes criminais por porte de drogas, foi levado para a sede da Deat e autuado por estelionato.
Esse não foi um caso isolado. Há poucos dias, a mesma delegacia efetuou a prisão de outro ambulante, Wellington Tavares Gomes Cardoso, que havia cometido um crime semelhante contra um turista francês. Neste último incidente, o ambulante ofereceu duas caipirinhas por R$ 80, mas, ao processar o pagamento pelo cartão, a vítima se deparou com uma cobrança de R$ 8.246,40. Essa prática, conhecida como “golpe da maquininha”, tem se tornado comum em áreas turísticas.
Em seu depoimento, Geovani negou as acusações atribuídas a ele. A delegada Patrícia Alemany, responsável pela investigação, informou que a prisão em flagrante foi mantida e que o suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça. O caso levanta questões importantes sobre a proteção dos turistas e a necessidade de medidas mais rigorosas para inibir esse tipo de crime em regiões frequentadas por visitantes. As autoridades fazem um apelo para que os golpeados registrem formalmente suas queixas, buscando combater essa prática delituosa que mancha a imagem da cidade.
