As ambulâncias novas estão paradas desde julho de 2024 no Parque de Apoio da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) por falta de seguro, enquanto os socorristas se deparam diariamente com veículos que apresentam problemas mecânicos durante o atendimento a ocorrências. Em um exemplo recente, uma ambulância antiga quebrou a caminho de uma ocorrência em Santa Maria, exigindo intervenção dos profissionais de saúde para resolver o problema.
Segundo relatos dos socorristas, a ambulância antiga apresentava não apenas pneus velhos, mas também vazamentos e problemas com as macas, colocando em risco a segurança tanto dos pacientes quanto dos profissionais. Mesmo após incidentes como um funcionário ferido durante a remoção de um paciente, a viatura voltou a ser colocada em operação, apenas para ser desativada novamente em seguida devido a problemas mecânicos.
Um levantamento feito pelo Metrópoles revelou que, das 39 ambulâncias do Samu, 18 estavam desativadas. Entre elas, 13 unidades de suporte básico e 5 de suporte avançado estavam fora de combate, impactando diretamente o atendimento em regiões como Ceilândia, Gama, Guará, Plano Piloto, Recanto das Emas, entre outras.
A deputada distrital Dayse Amarilio (PSB) destacou a importância de revisar o contrato de manutenção das ambulâncias, citando a falta de médicos e condutores como um dos motivos para a paralisação de veículos. Ela ressaltou que o sucateamento da frota coloca em risco o atendimento a pacientes em situações críticas, além de prejudicar o transporte entre unidades de saúde.
Procurada para comentar a situação, a Secretaria de Saúde informou que o Samu/DF possui 38 unidades móveis tripuladas e está em processo de regularização das novas ambulâncias entregues recentemente. A pasta ressaltou que o processo de licitação para contratação do seguro veicular está em fase final e deve ser concluído em breve.
