Alunos e Funcionários da USP Se Mobilizam Contra Portaria e Defendem Melhores Condições em Paralisação Programada Para o Dia 14 de Abril.

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo (DCE/USP) lançou, na última quarta-feira, uma nota conjunta que reúne 75 entidades estudantis, expressando forte oposição a uma portaria recentemente divulgada pela administração da universidade. O documento convoca os alunos de todos os cursos para paralisar suas atividades na próxima terça-feira, dia 14 de abril, em defesa dos espaços estudantis, da permanência e da qualidade dos restaurantes universitários.

Até o momento da publicação desta reportagem, mais de 40 assembleias foram realizadas, com oito cursos já confirmando sua participação na paralisação. A polêmica surgiu a partir de uma minuta publicada pela Comissão de Orçamento e Patrimônio da USP, que veta o aluguel de espaços por centros acadêmicos e proíbe comércios e outras atividades promovidas por essas entidades.

A situação na USP é ainda mais crítica, pois a universidade enfrenta um indicativo de greve por parte dos funcionários, enquanto os estudantes demonstram inquietação em relação às condições que permeiam o ambiente acadêmico. Além das críticas à nova portaria, os alunos também exigem melhorias nos restaurantes universitários, onde recentes problemas de distribuição de água e a presença de larvas nas refeições foram reportados.

As assembleias gerais têm sido um importante espaço de mobilização, e até agora, cursos como Ciências Sociais, Farmácia, Geociências, Enfermagem, Psicologia, Relações Internacionais, Direito e Biologia já decidiram pela paralisação. Em um forte apelo feito nas redes sociais, o DCE convocou os estudantes a se unirem para uma grande mobilização.

Vale lembrar que, além da manifestação estudiantil, os trabalhadores técnicos e administrativos da USP também realizaram uma paralisação no final de março, reivindicando isonomia salarial e melhores condições de trabalho. Faixas do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) foram vistas por todo o campus, indicando o descontentamento com a administração. A movimentação foi fruto de uma assembleia e uma nova reunião para discutir a possibilidade de greve está agendada para a quinta-feira.

A Reitoria da USP, procurada para comentar a situação, ainda não se manifestou sobre as reivindicações.

Com esse cenário de tensões e reivindicações, a universidade se prepara para um dia de mobilizações e reivindicações na próxima semana, o que pode significar um marco importante nas relações entre a administração da USP e sua comunidade acadêmica.

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